COLUNA DO PADRE


(Mensagem do Padre Vicente Paulo, msj, na celebração da Unidade Paroquial – 21/10/07)

Repenso neste momento o significado do sacramento do Batismo que nos incorpora a Igreja. Ser batizado é acima de tudo configurar com Jesus Cristo, o Mestre que veio para Servir. Precisamos ser servidores. Quando Servimos estamos colocando em prática nosso Batismo. Não é nada fácil seguir os passos de Jesus, mais, é um Caminho, é uma proposta de vida que na liberdade de nosso ser nos dispomos a viver. Por isso aqui estamos como paróquia reunida celebrando acima de tudo o dom de nossas vidas. Pois foi pelo amor a Cristo e a sua Igreja que aqui viemos.

Mais uma vez, seja todos bem vindo. Não sabem vocês a largueza e amplidão desta celebração.  É por compromisso eclesial que aqui viemos. Cristo Jesus na força do Espírito Santificador que nos move e nos conduz a uma realidade deste nível. É mais do que um simples encontro é um compromisso com a missão que abraçamos...

No dia em que a Igreja celebra o dia Mundial das Missões, nossa paróquia reunida como que para afirmar que a Missão Universal deve brotar de cada comunidade paroquial, de modo que sem esta compreensão dificilmente conseguiremos dar uma resposta coerente com aquilo que nos é oferecido por meio da Igreja.

Neste horizonte aponto algumas dimensões inerentes ao desafio da evangelização: muito se fala e pouco se vive; muito se reúne, e pouco se une; muito se comemora e pouco se celebra; muito se cobra, e pouco se dá; muito se exige, e pouco se compromete.  Chegando a ponto de que tudo pode se tornar em uma mera rotina, perdendo o sentido, perdendo o valor, e bem sabemos aquilo que não tem valor não serve.

Neste mês dedicado às Missões, através dos “grupos de reflexão” nos propusemos a acender uma chama de esperança no lar, nas famílias de nossa paróquia. É preciso um encorajamento, um novo entusiasmo, um novo ardor, um novo método, a vida pode cair num descrédito e onde fica a Missão do Cristão?

A V Conferencia dos Bispos da América Latina alerta para que a Missão dos Batizado tenha um efeito mais amplo, é preciso sentir-se discípulo de Jesus, saber ficar com Ele, caminhar com Ele, para que a dinâmica Missionária ganhe sentido: Não podemos ser Missionários sem antes ser Discípulo. Será este o motivo pelo qual tantos cristãos católicos não se orgulhem de serem chamados de cristãos?

Vale a pena pensar nisto. Alguma coisa precisa ficar.... somos sonhadores, mais também somos capazes de viver uma realidade concreta em nossa ação evangelizadora.

Que Maria, a Estrela da Evangelização, sirva para nós como modelo de discípula e missionária, de modo que possamos frente aos desafios de nossas comunidades possamos ser encorajados pelo Espírito Santo e não sejamos negligentes e nem omissos para com o Evangelho denegrindo sua mensagem. Sejamos fiéis ao projeto de Jesus que seremos acolhidos pela Misericórdia do Pai.

Deus seja louvado! E valorizamos mais e mais a importância de ser uma Paróquia unida na fé e no compromisso para com a Evangelização, descobrindo que quando se vive em COMUNIDADE há um espírito de ALEGRIA, somos capazes de viver o PERDÃO e aí sim seremos capazes de celebrar a verdadeira FESTA.