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A Igreja celebra - como legado sagrado do seu
Senhor - sete sacramentos. Estes
são ordenados à vida e à fé de cada pessoa. Neles e através
deles, Jesus oferece-Se aos homens. Por este dom gratuito, o
homem pode estar seguro da sua fé e da sua esperança, do seu
acto de amar e ser amado.
Administrar os sacramentos não é unicamente falar da pertença
a Deus e da redenção. Os sacramentos são disso sinais efectivos
e transmitem verdadeiramente essa pertença a Deus e essa
redenção.
Sacramentos:
Sinais da salvação que Jesus instituiu na sua igreja. Penhor da
sua existência na e com a Igreja. O Batismo é o fundamento da
nossa entrada na Igreja de Jesus Cristo no começo da vida. Pela
Confirmação, os jovens são fortalecidos e santificados pelo dom
do Espírito. A Eucaristia concede aos fiéis a participação na
vida do seu Senhor e faz deles uma comunidade. O sacramento da
Penitência oferece ao pecador reconciliação e perdão. O doente
recebe da unção esperança e consolação. No sacramento da Ordem,
confere-se aos diáconos, sacerdotes e bispos, um serviço
particular na Igreja. No sacramento do Matrimônio, os esposos
prometem mutuamente amor e fidelidade; a comunidade que eles
formam é imagem da comunhão dos crentes instituída por Deus. Os
sacramentos são os sinais visíveis da realidade invisível da
salvação. Porque são dom de Deus realizam o que significam.
Sacramentais: "A
santa mãe Igreja instituiu também os sacramentais. Estes são, à
imitação dos sacramentos, sinais sagrados que significam
realidades, sobretudo de ordem espiritual, e se obtêm pela
oração da Igreja. Por meio deles dispõem-se os homens para a
recepção do principal efeito dos sacramentos e santificam as
várias circunstâncias da vida" (Concílio Vaticano li,
Sacrosanctum Concilium 60). A Igreja institui os
sacramentais para santificar certos ministérios, certas
circunstâncias da vida cristã, assim como o uso de certos
objetos. Para isso pronuncia-se uma oração, freqüentemente
acompanhada dum sinal particular (por exemplo: a imposição das
mãos, o sinal da cruz, a aspersão de água benta. Dizemos
"consagração" quando se trata de uma pessoa (por exemplo, a
abadessa dum mosteiro) ou quando um objeto (altar, igreja, sino)
é destinado exclusivamente ao uso litúrgico. Diz-se "benção"
quando os homens (crianças, viajantes, peregrinos) ou coisas
(casas, alimentos, automóvel, animais) são confiados à proteção
de Deus. |